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Estratégia
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Estratégias de Ação do PDER
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ESTRATÉGIAS DE AÇÃO DO PDER
As estratégias (linhas) de ação foram definidas a partir do conjunto de análises e propostas consolidadas no plano e compreendem três linhas básicas: a) Interação entre C&T e Setor Produtivo e também Interempresas; b) Fortalecimento da Cultura Empreendedora e c) Estrutura de Apoio do Desenvolvimento Regional, como pode ser visto na figura e no quadro a seguir.
ESTRATÉGIAS DE AÇÃO DO PDER
QUADRO DAS ESTRATÉGIAS DE AÇÃO DO PDER
IEL/CNI Linhas de Ação PDER Ações Previstas
Elementos Dinamizadores Interação entre os setores C&T e Produtivo Ø Núcleos Desenvolvedores de Tecnologias – NuDeTecsØ Cases – Casos SingularesØ Sistema de Divulgação, Informação e ExtensãoØ Pesquisa Cooperativa
Elementos Indutores Fortalecimento da Cultura Empreendedora Ø Ações para a Formação do EmpresárioØ Ações para a Formação do Homem PúblicoØ Núcleo de Estudos EstratégicosØ Rede de Cooperação para o DesenvolvimentoØ Formação de Recursos Humanos e Equipes Técnicas.
Elementos Potencializadores Estrutura de Apoio ao Desenvolvimento Regional Ø Rede de Cooperação para o DesenvolvimentoØ Integração Interinstitucional e InterempresasØ Núcleo de Estudos Estratégicos
Em seguida são apresentadas cada uma dessas Linhas com as respectivas ações para que alcancem os seus objetivos.
1. LINHA DE AÇÃO 1 – INTERAÇÃO ENTRE OS SETORES DE C & T E PRODUTIVO
Esta linha de ação que é um elemento dinamizador, se constitui na espinha dorsal do PDER. Seu propósito é o de promover a aproximação e a cooperação efetiva entre os setores produtivos e aqueles capazes de gerar inovações tecnológicas que resultem em desenvolvimento regional. As principais ações previstas são:
1.1. NÚCLEOS DESENVOLVEDORES DE TECNOLOGIA -NuDeTecs
Os núcleos têm como objetivo facilitar a interação de pesquisadores por áreas de conhecimento ou projetos específicos e o setor produtivo, de forma que as pesquisas passem a ter um apoio mais efetivo e que os empresários encontrem respostas para suas necessidades de inovações tecnológicas.
O levantamento de campo realizado junto aos pesquisadores e aos setores produtivos indicou o potencial de 13 núcleos. Esses NuDeTecs serão constituídos com a participação dos atores identificados em cada caso, ou seja, pesquisadores isolados, grupos de pesquisa organizados, instituições de pesquisa e de transferência de tecnologia, unidades do setor produtivo (indústria, agricultura e serviços), entidades de classe do setor produtivo (sindicato, associações, etc) e representantes do setor público e da sociedade civil organizada, todos envolvidos diretamente com a área de atuação do núcleo.
A sua gestão será realizada através de comitês constituídos de representantes dos atores participantes, com a missão de planejar, identificar e definir prioridades, projetos e meios, motivar e acompanhar a implementação das atividades. Cada núcleo terá um coordenador técnico escolhido entre os membros do seu comitê gestor, com o papel de animador e organizador das ações. Esse coordenador terá, também, a função de representar o núcleo junto à coordenação geral do PDER.
A figura a seguir apresenta os NuDeTecs definidos de acordo com a metodologia de trabalho estabelecida, e com base nos resultados das pesquisas junto ao setor produtivo e ao setor de C & T. Em conformidade com o modelo metodológico que orienta a formulação do PDER, esses núcleos representam demandas latentes oriundas da estrutura sócio-econômica e política. A viabilização de cada núcleo, transformando a demanda latente em demanda efetiva, dependerá do poder de articulação dos grupos de interesse envolvidos.
PDER - Núcleos Desenvolvedores de Tecnologias
1.2. CASES – CASOS SINGULARES
Ao longo dos estudos que fundamentam o PDER foram identificadas iniciativas de empresas e organizações que se destacam pela maneira que associam a aplicação do conhecimento científico a soluções inovadoras. Essas iniciativas baseadas no desenvolvimento de pesquisas, capacitação de pessoal e espírito empreendedor, levaram a resultados que representam avanços em todos os sentidos – qualidade, nível tecnológico, organização e/ou gestão, entre outras.
A seleção dos CASES leva em consideração dois aspectos. Em primeiro lugar, a iniciativa deve servir de exemplo no PDER, como caso bem sucedido de utilização do conhecimento e inovação tecnológica. Um segundo aspecto, a iniciativa deve apresentar demandas e potencial para a incorporação de tecnologias – de processo, de produto e gestão – que concretizam os objetivos do PDER. Esses objetivos apontam para utilização de soluções inovadoras, que possibilitem a potencialização e alavancagem do desenvolvimento regional sustentável.
1.3. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, DIVULGAÇÃO E EXTENSÃO
Contempla formas e mecanismos para promover uma aproximação e interação do setor de ciência e tecnologia e dos setores produtivos.
a) Portal Interativo
Instrumento que visa disponibilizar e trabalhar as informações existentes que facilitem a geração de inovações tecnológicas para as empresas e o intercâmbio entre pesquisadores e destes com os empresários, com o fim de promover o desenvolvimento regional.
b) Outras Atividades de Extensão
Entre as alternativas de atividades de extensão devem ser consideradas aquelas já institucionalizadas na Macrorregião, como por exemplo as da Emater-Pr, Universidade Estadual de Maringá, IAPAR, UNIPAR, CESUMAR, UNESPAR, CEFET, entre outras.
c) Pesquisa Cooperativa
Trata das possibilidades de cooperação entre instituições e entre empresas. Dado, no entanto, a importância que a geração de inovações tecnológicas tem para o PDER, a necessidade de desenvolverem-se pesquisas na forma de cooperação deve ser uma ação específica do plano. Esta ação vai desde o incentivo/estímulo a intercâmbio entre pesquisadores de uma mesma instituição, passa por uma cooperação entre pesquisadores de diversas instituições e chega ao ponto mais elevado que é a parceria entre as instituições de pesquisa existentes na Macrorregião ou mesmo fora do âmbito regional mas que tenha interesses com a questão regional.
2. LINHA DE AÇÃO 2: FOTALECIMENTO DA CULTURA EMPREENDEDORA
Esta linha de ação funciona como um elemento indutor do processo de desenvolvimento do Noroeste do Paraná, e tem um efeito significativo sobre todo o processo, uma vez que atua diretamente nos principais atores do desenvolvimento. A seguir são descritas as principais ações previstas.
2.1. Propostas de Ações para a Formação do Empresário
a) Realização de “Workshops” com consultores nacionais e internacionais;
b) Desenvolvimento de cursos, treinamentos e oficinas de leituras executivas direcionadas ao empreendedorismo e às parcerias;
c) Realização de seminários, simpósios e fóruns de discussão e formulação de propostas, por setores, com os comitês específicos de cada NuDeTec;
d) Viabilização de visitas técnicas nacionais e internacionais com representantes de empresas chave ao desenvolvimento da região.
2.2. Propostas de Ação para a Formação do Homem Público
a) Cursos Rápidos (porém de forma contínua) de Formação do Homem Público;
b) Sistema de formação através de leituras executivas e sistemáticas;
c) Complementação de formação e de abertura de novos horizontes técnicos, políticos e culturais através de visitas a outras realidades e experiências bem sucedidas no país;
d) Formação de equipes técnicas de apoio através de ações com a AMUSEP AMUNPAR, COMCAM e AMERIOS, contando com as IES da região.
2.3. Núcleo de Estudos Estratégicos
Este núcleo tem como objetivo desenvolver pesquisas e estudos em apoio ao setor produtivo e aos pesquisadores, contemplando estudos de viabilidade, estudos e análises de mercado, desenvolvimento de cenários, elaboração de projetos para fins de financiamento, entre outros, no sentido de viabilizar o avanço tecnológico.
As atividades previstas a serem desenvolvidas por este núcleo consistem em:
· Elaboração de estudos de viabilidade econômica e financeira em seus aspectos gerais, ou parciais, tais como: estudo de mercado, estudo de localização, estudos tecnológicos (engenharia do projeto), análise de rentabilidade e análise econômica;
· Estudos de competitividade para setores e produtos;
· Relatórios de impactos ambientais – RIMA;
· Identificação e orientação sobre crédito e fontes e alternativas de financiamento;
· Estudos prospectivos setoriais;
· Planos de negócios;
· Estudos sobre desenvolvimento setorial – competitividade, formas de relacionamento inserção na economia global;
· Desenvolvimento de cenários para Maringá e macrorregião;
· Outros estudos econômicos, como Matriz Insumo-Produto, Indicadores de Atividade Econômica, Indicadores de Preços, Análise de Conjuntura, etc.
2.4. Rede de Cooperação para o Desenvolvimento do Noroeste de Paraná
As análises e estudos realizadas pelas diversas iniciativas de desenvolvimento já existentes na Macrorregião Noroeste do Paraná levaram a constatação da necessidade de uma articulação entre elas para se evitar a duplicação de esforços ou a realização de atividades paralelas ou mesmo competitivas. A partir desta constatação, as instituições optaram por criar uma Rede de Cooperação para o Desenvolvimento do Noroeste, de caráter informal, que tem, entre outros, os seguintes propósitos:
· Valorizar e fortalecer as políticas regionais de desenvolvimento;
· Promover encontros, seminários, congressos e estudos sociais, políticos e econômicos que contribuam para o desenvolvimento do Noroeste do Paraná;
· Elaborar planos estratégicos de desenvolvimento regional, buscando a compatibilização das prioridades locais/regionais;
· Articular junto aos órgãos governamentais (federais, estaduais e municipais) a viabilização e execução de projetos na Macrorregião Noroeste do Paraná.
Nesse sentido, a Rede de Cooperação se insere no PDER como um elemento indutor do desenvolvimento regional.
2.5. Formação de Recursos Humanos e Equipes Técnicas
O esforço a ser dedicado para a formação do empresário e do homem público deve ser reproduzido em relação à formação e qualificação das equipes de apoio desses líderes. Um homem de visão pode ter a sua capacidade criadora e geradora de desenvolvimento regional limitada pela falta de uma competente equipe técnica de apoio. Assim uma das estratégias básicas do PDER é trabalhar na formação de profissionais para comporem equipes de apoio e também para qualificar as equipes já existentes. Estas ações devem fortalecer sobremaneira a cultura empreendedora na região.
3. LINHA DE AÇÃO 3: ESTRUTURA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
A estrutura de apoio ao desenvolvimento é um elemento potencializador do processo. Quanto mais articulada e dinâmica, melhores condições existem para que as ações anteriores possam alcançar pleno êxito. A seguir são apresentadas as estruturas existentes e aquelas planejadas.
3.1. Rede de Cooperação para o Desenvolvimento do Noroeste de Paraná
Essa Rede de Cooperação, já mencionada na Linha de Ação 2, desempenha também significativo papel na Linha de Ação 3 como apoio ao desenvolvimento regional. Assim sendo, ela é um dos fatores que potencializa o PDER.
3.2. Integração Interinstitucional e Interempresas
a) Arranjos institucionais entre o setor produtivo e o de ciência e tecnologia
· Desenvolvimento de projetos cooperativos que visem novos produtos, processos, formas de gerenciamento e comercialização entre as instituições de ensino, pesquisa e transferidoras de tecnologias e o setor produtivo da Macrorregião Noroeste do Paraná, através de contratos estabelecidos nos NuDeTec(s);
· Desenvolvimento de programas de capacitação de fornecedores visando a implantação de técnicas de qualidade e produtividade;
· Desenvolvimento de projetos de apoio à inovação tecnológica, tendo por base a parceria entre as instituições de ensino superior, os centros de pesquisa e as empresas.
b) Arranjos Institucionais Interempresas
· Alianças de pesquisas cooperativas;
· Alianças temporárias;
· Alianças de parceria entre fornecedores, consumidores e funcionários;
· Redes de empresas;
· Complexos ou distritos industriais;
· Clusters, entre outros.
c) Arranjos institucionais entre o setor público e os demais atores sociais
· Fortalecimento e ampliação de projetos de implantação de incubadoras e parques tecnológicos;
· Desenvolvimento de programas de fomento e apoio financeiro às empresas inovadoras;
· Estimulo a alianças estratégicas entre instituições de difusão tecnológica para que estas auxiliem de modo direto e efetivo o setor produtivo;
· Definição clara de políticas industriais e tecnológicas em nível macro e microeconômico;
· Programas para o desenvolvimento de uma cultura empreendedora nas regiões via instituições de ensino de 1º, 2º e 3º graus, escolas técnicas e profissionalizantes, SEBRAE, SENAI, CEFET e campanhas em meios de comunicação de massa;
3.3. Núcleo de Estudos Estratégicos
Esse núcleo já mencionado na Linha de Ação 2, deve ser um elemento de apoio a ser criado também com a finalidade de potencializar os esforços dos setores C & T e produtivo, consistindo num mecanismo estratégico do PDER.
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